segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

A Nova Moda Eleitoral Americana

Quando decidi escrever um artigo sobre as eleições americanas ainda não tinha escolhido a abordagem concreta sobre a qual este artigo iria versar.

Pensei, em primeiro lugar, analisar os candidatos de ambos os partidos, contudo, sinto que esta temática específica já foi suficientemente explorada por especialistas bem mais letrados na matéria do que a minha pessoa, pensei, em seguida, analisar o sistema eleitoral americano no seu todo, contudo achei que o tema seria, para além de acessório e secundário, tendo em conta o momento, e enfadonho para quem está mais interessado na corrida do que propriamente no processo em si.

Decidi-me, finalmente, deixar escorrer algumas ideias sobre o que penso que se está a passar por estes dias nos Estados Unidos, sobretudo acerca da nova moda que identifiquei.

Deixem-me, e com isto inicio o tema, lamentar a visão (ou a falta dela) da campanha McCain, é que, mesmo num ambiente tão profissionalizado como é a política e o marketing político americano, mesmo assim cometeram um erro clássico, aliás 2 erros clássicos, não estudar o eleitorado e presumir que este (o eleitorado) é imbecil e primário, (um erro aliás não exclusivo da campanha republicana como mais á frente explanarei).

O exemplo disto mesmo é a escolha de Sarah Palin, a governadora do Alasca, de 44 anos. Penso que qualquer um conseguirá perceber que esta escolha se deve, quase exclusivamente, á necessidade de McCain em capitalizar no sucesso de Hillary Clinton.

Erro crasso, pensarão todas as cabeças que gerem a campanha McCain que o eleitorado de Hillary Clinton vai votar em Sarah Palin só porque também é mulher? Pensarão eles que o eleitorado é assim tão primário?

Qualquer um percebe que uma pessoa é constituída por uma multiplicidade de características, entre elas há, efectivamente o género, a idade, a cor da pele ou a religião, mas isso é apenas uma pequena parte do que é uma pessoa, há também a sua personalidade a ter em conta, os seus ideais, crenças, experiências, etc.

Tomando por exemplo o caso Palin, a única semelhânça entre Palin e Clinton é mesmo o facto de serem ambas mulheres (e talvez o facto de ambas terem escândalos familiares), tirando este aspecto que motivos terão os eleitores de Clinton para votar em Palin?

Vejamos: McCain admitiu só a ter visto uma vez antes de a convidar, tem um conjunto de crenças ultra conservadoras quase tiradas da época vitoriana, ainda acredita em Adão e Eva e rejeita a teoria evolucionista, tem apenas 18 meses de experiência política e nesse mandato conseguiu despedir chefe da polícia de Wasilla (cidade onde Palin foi presidente da Câmara) porque este não despediu um seu funcionário depois de Palin o ter considerado um “mau ex-marido” porque estava em pleno processo de disputa da tutela das filhas de uma irmã de Palin, e breve militância no Partido Independetista do Alasca, que defende um referendo à independência do território norte-americano

Será que os americanos conseguem esquecer todo isto e votar nela só porque é mulher? Essa aparentemente é a ideia da campanha McCain, mas não só!

E é aqui que quero chegar com a ideia que lancei no início sobre a moda que se instalou, é que esta noção não é só republicana, senão vejamos

Dos 13 partidos que concorrem ás próximas eleições presidenciais de 4 de Novembro contam-se, entre candidatos a presidente e vice-presidente 5 mulheres e 6 afro-americanos. Reconheço que não conheço o percurso político de alguns deles, logo não excluo a possibilidade de todos eles terem mérito próprio, contudo parece-me curioso que tanta coincidência aconteça no mesmo ano eleitoral, relembro que até hoje candidatos afro-americanos e candidatas mulheres só se viam se concorressem como independentes, nem os pequenos partidos apostavam muito neles (ainda que com uma ou outra excepção) e os que apareciam eram estériotipos ambulantes.

De qualquer forma quis deixar este pensamento, é mau, ingénuo e contraproducente presumir que qualquer eleitorado (mesmo que seja um que tenha votado 2 vezes no Bush) é estúpido ao ponto de votar em qualquer candidato só pelo factor género, rácico, ou outro sem que tenham também em conta todas as demais características que perfazem uma pessoa. E estas campanhas que têm esta presunção preocupam-me pois arriscam-se a ganhar o cargo mais importante do mundo, e todos já sabemos o que acontece quando na casa branca moram indivíduos pouco atilados.
Só uma Reflexão...

terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Os Palin


A história conta-se em poucas linhas: Bristol Palin, a filha de 17 anos de Sarah Palin, está grávida de cinco meses. Solteira, já prometeu casar com o namorado, um colega de escola do Alasca.

Quere-me parecer que a miúda vai ter mesmo que casar só para a mãe salvar a face junto dos republicanos... Sacrifícios!

É que a mãe, a candidata à vice-presidência dos Estados Unidos ao lado de John McCain, é uma feroz defensora dos mais conservadores valores sociais, incluindo a abstinência, e foi com essas credenciais que McCain escolheu Sarah Palin, governadora do Alasca, de 44 anos, para sua vice.

É o que acontece quando se escolhe alguém para um cargo olhando só por ser mulher (neste caso), ou só pela cor da pele ou só pelo credo, idade, etc.; sem olhar para o resto

Fica a impressão que McCain a escolheu para ser a nova Hillary Clinton e nem se preocupou com o resto

E, esperem..., isto não é o pior, é que já cairam 2 novas bombas.
Há duas outras 'manchas' no passado de Sarah Palin: a breve militância no Partido Independetista do Alasca, que defende um referendo à independência do território norte-americano
e o despedimento de um chefe da polícia de Wasilla (cidade onde Palin foi presidente da Câmara) que estava em pleno processo de disputa da tutela das filhas de uma irmã de Palin.

terça-feira, 15 de Julho de 2008

OPS!

A ops! é uma revista online de periodicidade bimensal. Cada número é dedicado a um tema diferente e com um responsável editorial convidado, com plenos poderes para endereçar convites a académicos e especialistas na matéria, incluindo pessoas que não sejam filiados no PS ou membros da Corrente de Opinião Socialista, bem como independentes ou filiados em outros partidos. A revista conta com Manuel Alegre no corpo editorial permanente.

Neste número, a actualidade da reforma do código do trabalho, a crescente conflitualidade social e o papel do sindicalismo pontificam o dossiê editado por Elísio Estanque, tendo como convidados André Freire, Ana Paula Marques, Patrícia Jerónimo, entre outros.

A revista inclui ainda uma extensa entrevista com Manuel Carvalho da Silva, sobre o processo negocial do código do trabalho e as dificuldades do sindicalismo em Portugal. Para Manuel Alegre, a esquerda em Portugal e na Europa atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história. A ops! será um móbil de resistência e de divulgação, com vista ao debate de novas soluções para a esquerda e o socialismo em Portugal.

Escrevem neste número Manuel Alegre, Nuno David, Ana Paula Marques, André Freire, Elísio Estanque, Francisco Alegre Duarte, Hermes Augusto Costa, Hugo Dias, Jorge Bateira, Jorge Martins, Luís Novaes Tito, Manuela Neto, Maria José Gama, Patrícia Jerónimo, Pedro Tito Morais e Sérgio Pessoa

Site da revista: www.opiniaosocialista.org

Barrack Obama - Elitista?

O Senador Barrack Obama tem sido alvo, nestes últimos dias, de uma grande campanha que o acusa de ser elitista porque se referiu negativamente á “América interior“, á América das armas e do fanatismo religioso

Têm dito que é elitista e um elitista não pode ser presidente

Agora pergunto, Não é bom um presidente ser algo elitista?
Segundo Thomas B. Bottomore, a palavra elite era usada durante o séc. XVIII para nomear produtos de qualidade excepcional

Pode ainda designar aquelas pessoas ou grupos capazes de formar e difundir opiniões que servem como referência para os demais membros da sociedade. Neste caso, elite seria um sinónimo tanto para liderança quanto para formadores de opinião.

É Suposto que a elite seja, a própria palavra o diz, o melhor numa área específica, seja o mais inteligente ou o mais culto, etc.

Não é suposto um candidato pensar que ele governaria melhor um país do que todos os outros?
Caso contrário para quê concorrer?

É suposto, em qualquer lado, tentar-mos escolher o melhor para nos representar, o mais competente, o mais sábio, o mais sagaz, o mais inteligente. não é?

Foi precisamente este tipo de raciocínio, esta tipologia de criticas, por parte dos americanos, que resultou no presidente Bush
Só para reflectir...

Eleições Americanas - McCain

A brincar, a brincar...

Conferência Internacional - Nada mais que a Igualdade

A JS organiza no próximo dia 16 de Julho, pelas 18h, no auditório do Edifício Novo da Assembleia da República uma conferência sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Conferência terá como principal orador Pedro Zerolo (Secretário Federal do PSOE)

O Nes-ISCTE desafia-te a participar!

quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Eleições AEISCTE


Realizam-se nos próximos dias 7 e 8 as eleições com vista a eleger os novos órgãos da associação de estudantes do ISCTE
Lamento, a nível pessoal, que estas eleições se processem com uma única lista, é este o espaço para quem discorda com a gestão da lista U, que agora se recandidata, se expressar, apresentar alternativas, expor um projecto diferente. Lamento que não o tenham feito.
De qualquer forma, ainda a nível pessoal, quero dirigir uma palavra á lista U e aos seus membros desejando-lhes um bom trabalho na revitalização necessária da AEISCTE, conheço-os e sei que disso são capazes.
Aproveito ainda para apelar ao voto, seja ele na lista candidata ou sob a forma do voto branco, é sempre importante participarmos na vida democrática das nossas instituições, não podemos exigir ou esperar nada das instituições se delas nos alhearmos.
Dias 7 e 8 de Maio vota!